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Como computadores enlouquecem (AI)

January 15th, 2012 No comments

[Publicação de brainstorm, não texto argumentativo]

Ontem entendi por acidente porque o sujeito “enlouquece” numa solitária (enquanto pensava sobre inteligência artificial).

Partindo de onde achei a coisa… O que aconteceria com dois AI-bots conversando entre si se o pensamento deles tivesse funcionamento semelhante ao nosso e eles não tivessem mais acesso a dados do mundo real?

Antes, deixe-me expor um ponto. O pensamento é criativo… Se você puser um macaco com fome num ambiente com uma banana suspensa e uma cadeira disposta perto, ele fatalmente vai usar a cadeira para alcançar a banana. Apesar de ser uma ideia muito simples, o poder computacional necessário para se fazer a mesma coisa seria enorme… [A não ser obviamente que fosse um programa específico para alcançar objetos em lugares altos usando-se elementos disponíveis no chão, né? Digo um meta-algoritmo geral]. Não há qualquer ligação entre o significado de banana e o de cadeira que pudesse ser aproveitada num raciocínio analítico (fora alguma galhofa que você quiser pensar) para que o resultado fosse calculado de modo simples. É um flagrante do pensamento que extrapola a experiência. [Tenho suspeitas de como isso se dá, mas seria material de outro post. Deixemos amadurecer mais...].

A questão é: se o pensamento tem um algoritmo criativo [vai além da mera compreensão dos objetos ao redor] podendo inclusive simular ambientes físicos e verificar a viabilidade de se executar uma ação num ambiente imaginário, como impedir que o pensamento continue criando independentemente da realidade levando o sujeito/bot à explosão arbitrária de raciocínios triviais? Noutras palavras, como calcular a economia do raciocínio?

Minha conclusão temporária é que a mente sempre raciocina e cria – com ou sem dados da realidade. Se alguém é privado da rica experiência da realidade, com o tempo, ela, na falta de dados exteriores, procura otimizar os dados que já tem. Mas isso tem um risco, pois se o sujeito tem uma visão equivocada sobre o mundo real essa idéia vai se tornar mais forte em cativeiro. Ou mesmo uma ideia verdadeira, mas de importância menor pode ganhar peso desproporcional quando o sujeito se expõe somente a ela.

Numa solitária, não há bastante dados sobre o mundo. Assim, a mente continua funcionando e criando sem eles levando o sujeito à loucura (temporária ou não) já que a mente começa a criar a partir apenas do vazio e do que já tem. Ocorre, então, um círculo vicioso do pensamento que degenera a mente quanto às suas funções normais.

Ah, sobre os AI-bots, creio que aconteceria o mesmo: enlouqueceriam – se eles não houverem sido melhor desenhados do que fomos nós pelo acaso.

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Anonymous vs NATO (Otan)

June 15th, 2011 No comments

Pessoal, eis um fato digno de nota.

Recentemente um grupo de hackers ativistas chamados “Anonymous” (anônimos) foi considerado, pelo governo americano, “uma ameaça ao governo e ao povo” pois Anonymous cooperaram com a WikiLeaks sobre as informações secretas vazadas do governo americano.

Envio a vocês agora a maravilhosa resposta de Anonymous para OTAN:

Saudações, amigos da Otan. Nós somos a Anonymous

Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.

O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.

Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou  os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?

Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.

Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.

Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.

Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.

O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.

Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.

Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.

Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.

Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.

Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.

Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…

Fontes:

http://blogs.estadao.com.br/link/do-anonymous-para-a-otan/
http://anonnews.org/?p=press&a=item&i=1001

PS: Nesse momento anonnews.org está fora do ar… Parece que alguém está procurando problema, rsrs.

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Jair Bolsonaro e Preta Gil

March 30th, 2011 No comments

Esse tema é tão quente que não posso deixar passar sem publicar minhas considerações.

Seja qual for o motivo, opinião ou confusão, Bolsonaro foi extremamente infeliz na resposta à Preta Gil no programa CQC (quadro PQS – O Povo Quer Saber). Pois, mesmo no caso de confusão, houve uma associação mental entre Preta Gil, homossexualidade, promiscuidade e o “mal” que foi, no mínimo, estranha.

A pergunta foi muito clara: “Se o seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?“. Preta Gil ainda foi feliz em usar o termo “negra” em vez de “preta” para não parecer uma auto-referência. E a resposta, como sabemos, foi: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu“.

Bolsonaro alega que não entendeu a pergunta, achou que se referia à homossexualidade. Isso faz algum sentido, porque a resposta foi muito dissonante da anterior (de que ele não se importava se tinha tido chefes brancos ou negros), mas ainda assim o erro foi tão gritante – e eu quero crer que não houve edição maliciosa pelo CQC – que aponta para associações mentais comprometidas, características de raciocínios esquivos e pouco francos sobre um determinado tema (o que não implica que raciocine mal sobre outros temas). Ele fez a merda, mereceu o processo, que se defenda sozinho, não quero aqui tentar definir qual foi a intenção do que ele falou.

Meu post é sobre conceitos e apanha esse caso apenas como ilustração e ponto de partida da discussão de um problema mais amplo: a intolerância às diferenças.

“Começando do começo”

Primeiro, vamos recapitular dois conceitos: tolerância e discriminação.

  • Tolerar (dicio, michaelis) não é gostar, preferir ou entender, mas está mais ligado a respeitar ou aceitar. A tolerência, portanto pode ser boa ou ruim. A tolerância à corrupção política, por exemplo, é ruim. A tolerância a uma manifestação artística que não lhe apraz, é boa.
  • Discriminar (dicio, michaelis) é diferenciar, distinguir. A discriminação, portanto, pode ser boa ou ruim. Discriminar uma raça quanto aos direitos e deveres civis, por exemplo me parece, na maioria das vezes, ruim tanto em prejudicar (Apartheid) quanto para privilegiar (cota racial). Mas há casos especiais como os direitos trabalhistas da gestante (discriminação por gênero) que são bons. E às vezes são bons também noutros âmbitos como categorias esportivas (discriminam por altura e peso), banheiros separados (por gênero), requisitos para dirigir automóvel (idade, saúde e habilidade) e para, por exemplo o papel numa filmagem que só pode ser feito por um negro/índio/japa/etc (discriminação por raça).

Essas palavras ganharam sentido pejorativo ou limitado no cotidiano uso, como se uma fosse sempre boa e a outra sempre ruim. É importante que se esclareça isso, porque elas recursivamente aparecem na boca de demagogos.

Cotas raciais

Há muitos exemplos de intolerância e discriminação ruins de consequências drásticas. As cota racial para o ingresso em universidades, por exemplo, pode deixar de fora um estudante branco pobre, dando sua vaga para um estudante negro pobre, ainda que eles estejam em igualdade de condições sócioeconômicas e o estudante branco tenha uma nota maior no vestibular. Deve ser difícil explicar para esse estudante que isso é justo por conta do que brancos (que já morreram há muito) fizeram a negros (já falecidos há tempos) em nossa história, mesmo que ele não esteja hoje favorecido em relação ao candidato negro. Não seria isso a instauração de um motivo legítimo para que ele, em revanche, se tornasse tão racista quanto a lei que o prejudicou? É uma pena que haja quem defenda esse mau exemplo de discriminação racial.

Preferências pessoais

Outro ponto polêmico é no que diz respeito a gostos pessoais… Eu já namorei meninas de raças diferentes e a que namorei por mais anos até hoje foi uma menina negra. Mas eu posso entender que as pessoas tem preferências diferentes e não há problema nisso. Há quem não goste de ruivas, morenas, japas, índias, louras ou negras. Não me concedo o direito impor meus gostos a outrem. Mas é claro que isso se torna um problema quando estamos num sistema político-econômico no qual a subjetividade de uns define as condições objetivas da qualidade de vida de outros… Mas esse é um problema que escapa às possibilidades individuais de ação, restando soluções conjunturais, circunstanciais.

Humor

Sobre o mundo humorístico… Sou muito flexível quanto ao tema, mas cuidadoso quanto à circunstância de enunciação (uma parte do significado do ato de fala depende disso). Por exemplo, eu e meus amigos nerds fazemos piadas sobre nerds. Mas acho que quando alguém de fora vai fazer uma piada, tem que ter a sensibilidade se fazê-lo sem que pareça mais do que uma piada. Mas se eu for num show de humor, obviamente não posso esperar que não se faça piadas sobre isso (mas, preferencialmente, sem referências individuais). Então, se por um lado não considero que negros sejam café-com-leite no mundo do humor (até porque negros fazem piadas sobre negros), entendo que devido ao contexto histórico, se deve fazê-lo com cautela, principalmente para um público amplo.

Racismo “por tabela”

Às vezes, a carga racista de um evento ou coisa qualquer está na possibilidade de suporte para um racismo verdadeiro utilizando-se daquele evento ou coisa inicialmente inocente. Um grande exemplo foi um jogo americano, desses de matar zumbis, onde o personagem em primeira pessoa era branco e havia uma fase numa aldeia africana… Ainda que o jogo tenha sido feito sem essa intenção (não sei dizer), deveria ter-se apercebido da possibilidade de uso por garotinhos racistas americanos nesse outro sentido (lá o racismo ainda é forte). Por analogia, uma piada, um jogo, uma série de TV etc tem de cuidar não apenas para não ser racista, mas também para não gerar ferramentas para o racismo.

Em suma…

Voltando ao caso em questão, me sinto triste por um cara que defende coisas que acho importantes, até contra o racismo no caso das cotas, tenha caído nessa infeliz situação (por erro próprio). Espero que ele se responsabilize por isso, e se desculpe por seu erro (confusão ou não), até para que isso não manche por “osmose sócio-cultural” as ideias importantes que ele defendia. Eu não sou o tipo do cara que aproveita a polêmica para ferrar alguém, estou procurando fazer a mesma análise que faria se a coisa não estivesse estourando na mídia e espero ter sido bem-sucedido num juízo ponderado. Mas confesso que fiquei decepcionado e gostaria que ele aproveitasse para rever suas concepções erradas sobre homossexualidade e outros temas, nos quais eu mesmo afirmo que ele peca.

O vídeo de Rodrigo Constantino está maravilhoso, confiram:

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Breve lamento

November 6th, 2010 No comments

Não sei se a moderação vai liberar esse comentário – nem tem nada demais – num blog do G1, mas acho que merece ser postado aqui… Um tanto off-topic, mas vamos lá.

Talvez a tragédia dessa eleição via falácia nos proporcione – já que provavelmente não um bom governo ou uma boa política – um curioso espetáculo. Temos um futuro ex-presidente que preside o futuro (talvez mais do que o presente e que presidiu o passado), uma futura presidente que tem a tarefa paradoxal de trazer a “continuidade” de um projeto de governo demagogicamente inflado por quase uma década, não indo muito além disso (sendo que ela não tem tal vocação para o sorriso canalha e a afirmação vazia vigorosamente enunciada). O país cresceu quase que apenas no que foge ao âmbito governamental e que geralmente/atualmente vai bem quando o governo atrapalha menos, a economia (fazendo, aliás, em tudo o oposto da ideologia que justificaria, por diferença, a existência do PT). Imagine só quantos empregos Lula “geraria” antes do Plano Real.

Vamos ver no que dá esse princípio de oligarquia… (Viram no discurso de Dilma? Todo mundo querendo se enfiar na frente da câmera? Isso é um presságio). E já começaram a mexer no lugar errado (do ponto de vista dos iludidos eleitores, CPMF/CSS) se esquecendo de que ela não tem a aprovação do Lula (já começa com pouco, 56% chorados, um monte de promessas impossíveis e pactos mil).

Do governo Lula eu esperava um benefício histórico que não veio: o de dar a perceber à população que socialismo é engodo, mas não aconteceu… Por alguma razão estranha, os dados sobre a efetividade falhada do mau governo quase não chegou às pessoas… E quando chegou foi descaracterizado como “PIG”, a “Elite” manipuladora, essas coisas. Que triste fim. Aí fica o pessoal hipnotizado olhando pra um sujeito que faz aquele show da “virtude do proletariado”, zombando da seriedade do cargo e perdoam pq ele é “do povo”. Veja como há uma concepção segregadora nisso, como se nunca quem contrata ou quem conseguiu acumular alguma coisa com esforço, ou quem estudou muito pudesse ser bom o bastante para ser “do povo”.

Acho que, quanto aos três mais expressivos candidatos, seu número de votos foi inversamente proporcional ao que mereciam: Marina, Serra, Dilma.

Não acho que posso dizer que a eleição foi democrática. Enganar descaradamente é democrático? As decisões tomadas pela maioria baseando-se em falsas referências é uma manifestação democrática válida? E o mais impressionante foi ver nossos intelectuais (que sumiram na época do mensalão) se portando como advogados de uma candidatura dessas… Não eram tão sagazes para perceber as articulações ideológicas? Isso não existe quando eles são governo?
De que adianta “Lei da ficha-limpa” quando o crime conta com o apoio de todas as esferas estatais? Vamos ver o que dá pra salvar nesses quatro anos e esperar que não reste para Marina uma herança maldita como a que ficou para Obama.

[Pessoal do PT e afins pode expressar sua indignação contra mim aqui, é só não trolar nem spamizar que eu não deleto e ainda debato. (Nem espero a mesma gentileza nos sites de vcs). Aceito até 'Ad hominem' se vier com um argumento razoável. Se achar muito restritivo que não se cite informações maliciosamente recortadas/descontextualizadas ou "fatos fictícios" de um mundo imaginário que só existe para justificar sua ideologia, favor não postar. De resto, fique à vontade.]

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